24 de novembro de 2010

Manejo da Caatinga é alternativa para produzir lenha e carvão


A lenha e carvão são os principais produtos oriundos da Caatinga, mas a obtenção dessas fontes energéticas está longe de ser sustentável. O desmatamento origina em torno de 80% desses produtos florestais no Nordeste.
Ter lenha e carvão sem impactar a vegetação é possível com o manejo florestal, tema do livro "Uso sustentável e conservação dos recursos florestais da Caatinga", que o Serviço Florestal Brasileiro lançou nesta terça-feira, 23, em Recife (PE).
A publicação de 367 páginas traz artigos de 28 pesquisadores que mostram a potencialidade de aplicação do manejo para a produção energética, os resultados do uso dessas técnicas sobre a biodiversidade e a possibilidade de conciliar o uso econômico do bioma com a sua conservação.
Existem técnicas sustentáveis de exploração desse recurso florestal que são viáveis tecnicamente, fáceis de serem aplicadas no campo e que já estão normatizadas pelos órgãos ambientais competentes, afirma a engenheira florestal da Unidade Regional Nordeste do Serviço Florestal, Maria Auxiliadora Gariglio, uma das organizadoras do livro.
Baixa participação - As vantagens do manejo, só 6% da matéria-prima para a produção de lenha e carvão vem dessa fonte, um valor ainda baixo para uma região que tem uma alta participação da biomassa - em torno de 30% - na matriz energética.
Segundo o diretor-geral do Serviço Florestal, Antônio Carlos Hummel, a grande presença dos produtos florestais como fonte de energia na região torna fundamental a existência de políticas públicas concretas para o uso dos recursos do bioma.
"O livro dá indicativos reais das possibilidades do manejo, mas é preciso medidas fortes de comando e controle para impedir a competição da lenha manejada com aquela que não é e que é muito forte na região", afirma Hummel.
De acordo com Maria Auxiliadora Gariglio, o manejo das florestas da Caatinga, se adotado em escala regional poderia contribuir inclusive "para as questões do desmatamento evitado (REDD), para a conservação da biodiversidade de um bioma raro e exclusivamente brasileiro e para a manutenção do homem no campo".
A adoção de técnicas de uso racional da vegetação é mais urgente principalmente nas cercanias de grandes centros industriais, como a Chapada do Araripe que tem o maior pólo gesseiro da América Latina e os diversos pólos cerâmicos como Açu e Seridó (RN), Russas (CE), Cariri Paraibano (PB). "A divulgação e a prática do manejo deveria ser intensificada nesses lugares, já que essas regiões estão mais pressionadas pelo consumo", diz Maria Auxiliadora.
Biodiversidade -  A pesquisadora tem a expectativa de que a difusão de informações sobre o manejo com base científica dê mais subsídios para que a técnica seja ampliada e dirima as dúvidas sobre a viabilidade e a influência ambiental da sua aplicação.
"Os resultados desses estudos mostram que o manejo como um sistema fechado tem um impacto praticamente nulo na biodiversidade e na conservação dos solos e que o impacto observado imediatamente após o corte é minimizado ao longo dos anos", completa.
O estudo dos grupos de fauna mostra inclusive que a biodiversidade encontrada na área do plano de manejo é bastante parecida com aquela de algumas Unidades de Conservação situadas em regiões próximas.
Os organizadores da publicação, que inclui outros três pesquisadores, esperam que os caminhos apontados no livro para pesquisa, extensão e políticas públicas sejam trilhados pelos diferentes atores ligados ao manejo. "Só assim os recursos florestais poderão continuar contribuindo, em todo o seu potencial, com o desenvolvimento econômico e social da região Nordeste", diz a obra.

Fonte: Site MMA

22 de novembro de 2010

CO2 Neutralizado

O SENAI PR promoveu o plantio de 210 árvores nativas para neutralizar as 51,83 toneladas de CO2 emitidas no ano passado pela unidade de São José dos Pinhais. O inventário das emissões foi feito pela própria unidade. O plantio de mudas de Branquilio, Maricá, Gurucaia, Pessegueiro Bravo, Angico Vermelho, Açoita-cavalo e Capixingui aconteceu no terreno da Abessfi (Associação dos Funcionários do Sistema FIEP), em Quatro Barras – PR. O Movimento Nós Podemos Paraná, que atua para mobilizar a população em torno de projetos para o alcance  dos Objetivos do Milênio , também participou , obtendo as mudas através de uma parceria com o Instituto Ambiental do Paraná. O plantio envolveu, também, o Projeto Crescer, formado por colaboradores do Sistema FIEP e que trabalha com a questão da sustentabilidade . O SENAI PR presta consultorias, aqui e em outros Estados, para inventariar, mitigar e neutralizar as emissões de Gases de Efeito Estufa oriundas de eventos, bem como de empresas dos mais diversos segmentos. O inventário das emissões de carbono feito pelo SENAI leva em conta o gás carbônico resultante das atividades e eventos de uma instituição durante 12 meses, como, por exemplo, o transporte rodoviário e aéreo dos colaboradores da empresa , o consumo energético e de GLP, e a quantidade de gases oriundos da decomposição de resíduos orgânicos gerados no local.

Fonte: Revista Geração Sustentável - Edição Set/Out 2010

16 de novembro de 2010

Mudança Climática em Áreas Urbanas: vulnerabilidades, impactos e adaptação

O seminário – que ocorrerá em São Paulo, nos dias 23 e 24 – debaterá as mudanças climáticas nas cidades. Temas como “Água e mudança climática nas cidades”, “Convergências entre adaptação e mitigação no contexto do desenvolvimento socioeconômico sustentável”, “Energia no contexto da adaptação aos efeitos da mudança climática”, “Comunicação: o desafio da disseminação qualificada da informação” entre outros. Participarão do eventos jornalistas, acadêmicos e representantes de ONGs.
Local: 
Auditório do Instituto Pólis – Rua Araújo, 124 – República – São Paulo – SP
Data de Início: 
23/11/2010
Data de Encerramento: 
24/11/2010

12 de novembro de 2010

Encontro presencial propicia aos alunos conhecerem atividades da SANEPAR e UFPR referentes a aproveitamento de resíduos e recuperação de áreas degradadas.

O 2º Encontro Presencial da turma 2010 do  Curso de Pós-graduação em Economia e Meio Ambiente da UFPR proporcionou visita técnica a campo aos alunos participantes.

Elas aconteceram nas dependências da  SANEPAR - Companhia de Saneamento do Paraná e  da estação experimental do Canguiri - da UFPR e foram orientadas  pelo professor do curso Charles Cordeiro, técnico da SANEPAR, consultor da área e professor do curso.

Na parte da manhã foi visitada a Estação de Tratamento de Esgotos Padilha Sul  e os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as pesquisas realizadas pela SANEPAR para reaproveitamento de lodo e captura de biogás para geração de energia.

No período da tarde, as visitas ocorreram nos reservatórios da SANEPAR, em  Piraquara, aonde os alunos foram conheceram projetos de recuperação de áreas degradadas. As visitas técnicas foram finalizadas na Estação Experimental Canguiri, da UFPR, onde tiveram a oportunidade de ter contato com as áreas de reflorestamento da instituição.

10 de novembro de 2010

Resíduos aumentam em 69% a emissão de gases do efeito estufa no Paraná

O crescimento populacional e o consequente aumento na geração de resíduos, bem como a forma de tratamento e disposição dos resíduos está aumentando cada vez mais a emissão de gases de efeito estufa. Entre 1990 e 2005, foi constatado acréscimo de 69% no volume de gases emitidos pelos resíduos no Paraná. Os dados estão no primeiro “Inventário de Gases de Efeito Estufa/GEE de Resíduos do estado do Paraná” apresentado nesta quarta-feira (10), em Curitiba, pela coordenadoria de Mudanças Climáticas e Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema).


O inventário avaliou a emissão anual do gás metano no efeito estufa entre os anos de 1990 a 2005, considerando os setores de resíduos sólidos (lixo), esgoto doméstico, esgoto comercial e os efluentes industriais.


Em um intervalo de 15 anos os três setores emitiram 1.542,39 gigagramas (Gg) de gás metano (CH4), sendo que, em 1990, a emissão era de 93,55 Gg e em 2005 aumentou para 129,11 Gg.


O setor que mais emite metano no Paraná é o de resíduos sólidos com 61,7% do total. O esgoto doméstico e comercial é responsável por 28% das emissões e os efluentes industriais emitem 10,3% do total. Estes índices se devem à disposição final dos resíduos - em aterros sanitários - e aos processos de tratamento de esgotos domésticos serem, predominantemente, sistemas anaeróbios, ou seja, sem a presença de ar.


O QUE É – Os inventários traçam o perfil de emissão dos setores, territórios, empresas ou instituições, baseado nos quais se podem formular cenários futuros de emissão e identificar atividades com maior potencial de redução de emissão. É o primeiro passo para reduzir e controlar as emissões, bem como implementar ações para monitoramento do carbono.


“É muito importante saber da iniciativa do Paraná de estar preocupado com a mudança do clima e de saber que estão trabalhando no sentindo de entender suas emissões com um inventário bem feito e bem organizado, para poder pensar políticas públicas que sejam efetivas.”, informa o engenheiro Mauro Meirelles de Oliveira Santos, que é revisor dos Inventários de Emissões de Gases de Efeito-Estufa dos países Anexo I da Convenção-Quatro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC).


Ele esteve em Curitiba para a apresentação do inventário paranaense que integra o 2.o Inventário Nacional de Emissões de GEE. “O grande desafio do Brasil hoje é criar caminhos alternativos para não alterar tanto a atmosfera e, para isso, é necessário quantificar o volume de gases gerado pelos diversos setores da sociedade”, disse Meirelles que também integra a equipe responsável pelo Inventário Brasileiro de Gases de Efeito Estufa.


METODOLOGIA – A metodologia usada para calcular as emissões do setor de resíduos é mesma do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima (IPCC). As informações coletadas para o cálculo das emissões foram quantitativas e qualitativas, com foco nas operações de aterros sanitários, tratamento de esgotos domésticos e efluentes industriais. A publicação apresenta ainda as metodologias de cálculo de sua evolução por subsetores no período estudado, além da indicação de ações que contribuiriam para melhorar a situação das emissões no setor.


De acordo como secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, além de controlar a emissão de gases, o objetivo do inventário é criar políticas e medidas que visem combater a geração de efeitos futuros. “O inventário também surge como uma medida preventiva para os próximos anos, com a função de auxiliar no controle do lançamento de resíduos que causam o aquecimento global”, declara.


Entre os critérios avaliados na metodologia estão empregos de dados da população, geração de resíduos, qualidade de alocação dos locais de armazenamento de resíduos, tecnologia aplicada para o tratamento de resíduos e tudo que envolve a gestão de resíduos no local.


O apoio técnico para elaboração do inventário foi da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB. “A Cetesb poderia usar dados do IBGE ou outros estudos, mas os dados locais sempre terão melhor qualidade e serão mais precisos. Por isso, o trabalho do Paraná tem esta importância e o estudo de autoria do estado fará parte do inventário nacional”, afirmou o gerente da divisão de Questões Globais da Cetesb, João Wagner Silva Alves.


A coordenadora do Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas da Secretaria, Manyu Chang, diz que os estados devem mapear e monitorar as suas áreas de vulnerabilidade no clima para prever ações de mitigação. Segundo ele, o inventário paranaense é apenas uma das ações do Governo do Paraná. “Trabalhamos para capacitar os municípios paranaenses para que elaborem os seus inventários de emissão de gases e proponham ações locais. Além disso, a sensibilização e educação da sociedade também tem papel fundamental na elaboração da política estadual de mudanças climáticas”, disse. Ao todo, nove municípios do estado promovem ações na párea de mudanças climáticas, sendo que o projeto piloto foi implantado na Lapa.


O Inventário das Emissões foi feito pela Secretaria do Meio Ambiente e suas autarquias (IAP, Suderhsa e ITCG), em parceria com a Sanepar, Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (Conresol) e Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR). A articulação institucional foi do Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas Globais e o apoio metodológico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e da Rede Nacional de Inventários de Gases de Efeito Estufa de Resíduos.


Fonte: Agência de Notícias o Estado do Paraná

9 de novembro de 2010

Emissões de GEEs aumentaram 60% entre 1990 e 2005 no Brasil

Segundo dados apresentados na terça-feira, 26 de outubro, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, durante a reunião anual do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, as emissões brasileiras de gases de efeito estufa aumentaram cerca de 60% entre 1990 e 2005, passando de 1,4 gigatoneladas para 2,192 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente (medida que considera todos os gases de efeito estufa).
O novo inventário nacional de emissões será apresentado na 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16), que será realizada nos dias 29 de novembro a 10 de dezembro em Cancún (México). O documento anterior trazia os dados de 1990 a 1994. Para este ano, o compromisso assumido com a ONU era apresentar dados até 2000, mas o governo brasileiro decidiu avançar e agregar números até 2005.
Segundo o inventário, o desmatamento ainda é o principal vilão das emissões nacionais de gases de efeito estufa. A boa notícia é que o Brasil reduziu as emissões de CO2 em pelo menos 34% nos últimos cinco anos, depois de acumular uma alta de 60% na década e meia encerrada em 2005. Em 2009, o país emitiu 1,78 bilhão de toneladas de CO2 equivalente, queda de 33,6% em relação a 2004. Na COP15, o Brasil se comprometeu a atingir a meta de 1,7 bilhão de toneladas em 2020. A queda, segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, se deve principalmente à redução do desmatamento na Amazônia nos últimos anos, somada à manutenção do nível de crescimento de emissões nos outros setores.
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4 de novembro de 2010

Gases do efeito estufa serão mapeados no Rio de Janeiro


O Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente, Lima, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Coppe/UFRJ, vai mapear a emissão de gases do efeito estufa na cidade do Rio de Janeiro.
O projeto “Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro” vai revelar o perfil da cidade apontando a emissão de gases a partir das atividades socioeconômicas que contribuem para o aumento do efeito estufa.
“Vale lembrar que o efeito estufa causado por mecanismos naturais é vital. Sem ele, a vida não poderia existir. O grande problema é que a presença de alguns gases, sobretudo o CO2, vem aumentando nos últimos dois séculos na atmosfera, de forma acentuada, através da ação do homem (efeito estufa antropogênico)”, afirmou o pesquisador do projeto, Marcelo Buzzatti.
A pesquisa vai contribuir para a identificação das fontes e níveis de emissões, além da análise das questões relacionadas à ação humana e intensificação do efeito estufa. Esses dados poderão ser utilizados para elaboração de ações e medidas para reverter esse quadro.
O inventário vai apresentar os dados referentes às emissões geradas pelas atividades econômicas no ano de 2005. A próxima etapa consiste na construção de cenários para os anos de 2010, 2015, 2020 e 2025. Com estas informações será elaborada uma proposta de Plano de Ação Municipal para Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa.