17 de fevereiro de 2011

Gestão de resíduos ajuda a reduzir emissões de CO2


Um agricultor indiano pesa os resíduos da colheita, antes que 
sejam usados para produção de bionergia

Restos de plantas, madeira e outros materiais orgânicos – que compõem a chamada biomassa – são combustíveis ecologicamente corretos. Mas qual é realmente o seu potencial de geração de energia?

No estado de Uttarakhand, no norte na Índia, combustíveis ecologicamente corretos estão à disposição pelas ruas: folhas de pinheiros, em forma de agulhas. O clima ameno – nem muito quente, nem muito frio – é ideal para os pinheiros.

Quando chega a época do ano em que as árvores perdem suas folhas, todo o chão fica coberto. Estas "agulhas" secas são ideais para serem transformados em briquetes, queimados depois como combustível.
A utilização da biomassa – como a proveniente das "agulhas" dos pinheiros indianos – é uma maneira de produzir energia sem prejudicar o meio ambiente. Ela reduz o uso de combustíveis fósseis como o carvão e as emissões de gases estufa.
Biomassa: restos valiosos - A canola é utilizada para a produção de energia, 
mas disputa espaço com grãos alimentícios

A biomassa compreende tanto plantas oleaginosas, como a canola e o milho, como também madeira, folhas secas e palha. Resíduos orgânicos – sejam da agricultura ou da cozinha – são igualmente biomassa e utilizados para a obtenção de energia através da incineração.
Durante a geração de energia, a biomassa apresenta um comportamento neutro com relação ao gás carbônico. O dióxido de carbono absorvido durante o crescimento da planta é liberado durante a queima, não alterando o balanço de carbono.
Tal processo também acontece com as folhas dos pinheiros indianos: durante a queima, elas só liberam o carbono que as árvores absorveram do solo ou da atmosfera durante o crescimento. Se as folhas se decompuserem naturalmente ou forem queimadas, a quantidade de gás carbônico emitido será a mesma.
Com petróleo e carvão ocorre algo diferente. O dióxido de carbono contido nestes combustíveis fósseis permaneceu milhões de anos sob a terra. O gás carbônico liberado durante sua queima provoca um desequilíbrio no ciclo natural do carbono.
Outra vantagem da biomassa é ser uma matéria-prima renovável disponível periodicamente, durante o período da colheita.
Potencial limitado
Especialistas afirmam que o potencial da biomassa para a obtenção de energia é limitado, sendo suficiente para suprir apenas 10 a 15% das necessidades energéticas do planeta. É o que afirma a engenheira Daniela Thrän, diretora do setor de pesquisa em sistemas de bioenergia do Centro Alemão de Pesquisa em Biomassa e porta-voz da divisão de bionergia do Centro Helmoltz para Pesquisa Ambiental em Leipzig.
Para Thrän, há um grande potencial para biomassa no Leste europeu, na América do Sul, na Austrália e na América do Norte. Nestas regiões há muita área disponível para um número relativamente pequeno de habitantes, o que possibilita cultivar, sem concorrência entre si, alimentos para a população e plantas para a produção de biomassa.
Por outro lado, regiões densamente povoadas como o sudeste asiático têm um potencial pequeno para a produção de biomassa, lembra Thrän. Já a África não é tão povoada e possui muitas terras cultiváveis, apropriadas para a produção de plantas destinadas à geração de energia. Mas a produção agrícola é muito pequena no continente e não há previsão de melhora. Por isso, Thrän acredita que, para os próximos 20 anos, não se pode esperar um aumento do potencial da biomassa na África, pois concorreria com a produção de alimentos.

Bioenergia a partir de folhas de pinheiros facilita o trabalho em olarias do norte da Índia:
 os briquetes não poluem tanto quanto o carvão e pesam menos

Os conflitos gerados pelo tema ficaram claros em 2007, durante do debate "combustível versus alimento", na Alemanha. Naquele período, a crescente demanda mundial por "plantas energéticas" fez com que subissem os preços do trigo, do milho e do arroz. Os alimentos também encareceram nos países pobres. A opinião pública começou a debater sobre o sentido de transformar grãos comestíveis em biocombustíveis para movimentar automóveis.
Energia sempre disponível
Para a engenheira Thrän, uma grande vantagem da biomassa é armazenar energia, que – diferentemente da solar ou eólica – permanece sempre disponível. "A tendência é que, no futuro, a bioenergia complemente a solar e a eólica", afirma Thrän. "Quando não há vento, é possível compensar com a bioenergia."
Futuramente, a biomassa poderia ser utilizada no lugar de combustíveis fósseis, que não podem ser substituídos por energias renováveis – como o querosene, por exemplo.
Energia a partir de resíduos. O mais conhecido exemplo de biomassa: 
folhas e galhos transformados em briquetes.

Bernd Bilitewski, diretor do Instituto de Gestão de Resíduos da Universidade Técnica de Dresden, afirma que há um potencial inexplorado da biomassa em outras áreas. Na Alemanha, por exemplo, 12 milhões de toneladas de resíduos orgânicos são eliminados a cada ano, apesar de serem apropriados para a geração de bioenergia.
"A utilização destes resíduos precisa ser ampliada, antes que recorramos a outros produtos concorrentes." Além disso, há áreas agrícolas inadequadas para o cultivo de alimentos, mas ideais para plantas destinadas à produção de biomassa. Isto inclui espaços antes utilizados para mineração ou poluídos pela indústria, sugere.
Na Alemanha, praticamente não há mais unidades de incineração de resíduos que não utilizem de alguma maneira a energia gerada. Mas, para Bilitewski, seria possível usar essas fontes de bioenergia de forma ainda mais eficiente.
Bilitewski considera infundada a preocupação com a emissão de gases tóxicos durante a incineração dos resíduos. As regulamentações e controles do processo seriam tão rígidos e a técnica tão sofisticada, que nenhuma substância tóxica poderia ser liberada no ar.
O setor de gestão de resíduos é um dos maiores responsáveis pela redução das emissões de dióxido de carbono na Alemanha. Quase um quinto da meta estabelecida pela Alemanha no Protocolo de Kyoto será conseguido pelo setor.
Autor: Martin Schrader (lpf)
Revisão: Roselaine Wandscheer

Fonte: Dw-world




14 de fevereiro de 2011

Mudanças climáticas devem provocar migração inédita na Ásia-Pacífico

Foto Crédito: Tim McKulka/UN 

Um número sem precedentes de pessoas da região da Ásia-Pacífico estão sujeitas a deslocamentos forçados em razão de enchentes, tempestades e outros impactos das mudanças climáticas, segundo relatório do Banco de Desenvolvimento Asiático (BDA) divulgado nesta semana.


O banco e os climatologistas afirmaram que a região, que abriga 4 bilhões de pessoas, estará entre as mais afetadas pelos impactos das mudanças climáticas, que levará a uma migração tanto dentro dos países, como entre as nações, sobrecarregando os recursos.


O relatório preliminar intitulado Migração em razão das mudanças climáticas exige atenção também destaca que nenhum mecanismo internacional foi criado para controlar a movimentação forçada de milhões de pessoas. “Os esquemas de proteção e assistência permanecem inadequados, mal coordenados e escassos. Os governos nacionais e a comunidade internacional precisam tratar dessa questão urgentemente de maneira proativa”, ressalta o documento.


Não adotar medidas emergenciais poderia resultar em desastres humanitários, concluiu o relatório. O documento, feito para as autoridades, examinou as ameaças climáticas e a natureza complexa das migrações. Uma das conclusões aponta que as mudanças climáticas são apenas um de diversos gatilhos, que incluem ainda um número cada vez maior de pessoas que buscam emprego nas cidades.


O documento apontou os impactos, tais como temperaturas mais elevadas, mudança nos padrões de chuva, maior variabilidade das monções, elevação do nível dos oceanos, enchentes e ciclones tropicais mais intensos.


As inundações de 2010 no Paquistão provocaram o deslocamento temporário ou permanente de milhões de pessoas. O Sri Lanka passa agora pela segunda onda de enchentes no país em menos de um mês, que ameaça até 90% da produção de arroz. Mais de 250 mil pessoas buscam refúgio em abrigos temporários.


“O Pacífico é especialmente vulnerável por causa de seu alto grau de exposição a riscos ambientais e da alta densidade populacional. Como resultado, ele poderá passar por deslocamentos de populações em uma escala sem precedentes nas próximas décadas”, alerta o relatório do BDA.


Com informações da Reuters

10 de fevereiro de 2011

Árvores mostram relação entre clima e grandes acontecimentos

Os anéis de árvores antigas revelam a relação entre as mudanças climáticas e os grandes acontecimentos da humanidade, como migrações, pragas e surgimento ou queda de impérios, revela um estudo publicado na revista "Science".

Temperaturas amenas e úmidas correspondem a tempos de prosperidade no Império Romano e na Idade Média, enquanto períodos de seca e frio coincidem com migrações em massa, afirma o estudo liderado por Ulf Buntgen, do Instituto Federal Suíço de Pesquisas Florestais, Neve e Paisagens (Swiss Federal Research Institute for Forest, Snow and Landscape).

                                                                 Foto: Instituto-camoes



Os pesquisadores analisaram mais de 7.200 fósseis de árvores dos últimos 2.500 anos, verificando as alterações nos anéis, que são um retrato do clima (úmido ou seco) no passado.

"O início e a queda de civilizações passadas estão ligados a mudanças ambientais, principalmente aos efeitos do acesso à água e à produção agrícola, à saúde humana e aos conflitos civis", destaca o estudo.

"Variações climáticas intensas (...) coincidem com o fim do Império Romano do Ocidente e com um intenso período migratório", destaca o estudo.

Os pesquisadores também basearam sua análise na intensidade do corte das árvores.

"Um maior volume de corte de madeira para construção está associado a maior colheita e à consolidação social-econômica do século 6º ao 9º", segundo o estudo.



7 de fevereiro de 2011

Eficiência energética: mais espaço para solar



Considerar o uso da fonte solar, tanto para o aquecimento de água, como para a geração alternativa de energia elétrica. Esta é uma das propostas que a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) enviou ao Ministério de Minas e Energia (MME) como contribuição à minuta do Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf), que o governo pretende lançar ainda no primeiro semestre deste ano. Em janeiro, a entidade instalou o Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos com o objetivo de incrementar a cadeia produtiva da geração solar fotovoltaica.
No caso do uso da energia solar para aquecimento de água, a Abineee propõe a revisão do texto considerando uma opção tecnológica mais moderna e mais viável, que é o chuveiro híbrido solar (união do chuveiro elétrico com o aquecedor solar, sem fonte de aquecimento no reservatório de água). A Abinee usou como base estudo elaborado pelo CIRRA (Centro Internacional de Referência em Reuso de Água), entidade vinculada à Escola Politécnica da USP, que coloca o sistema híbrido como a opção mais econômica, quando levado em consideração os gastos com energia elétrica e água.
Para a geração alternativa a partir da fonte solar, a proposta da Abinee é para destacar as opções de geração distribuída existentes, em especial, a partir de soluções fotovoltaicas. No quesito eficiência energética, a associação defende que os programas Procel e Conpet tenham fontes de recursos dimensionadas. Veja abaixo as outras propostas da Abinee:
- possibilitar maior participação das indústrias na utilização dos recursos destinados para Pesquisa e Desenvolvimento, em especial, quando em projetos de eficiência energética;
- inserir os conceitos básicos de eficiência energética na formação dos professores de ensino fundamental e do ensino médio, bem como, nos currículos das disciplinas de ciências, em especial, dentro dos temas ligados ao meio ambiente;
- inserir nas licitações públicas a questão da sustentabilidade (como já definido em Instrução Normativa do Ministério de Planejamento e Orçamento) e seus requisitos de eficiência energética, por meio da utilização de produtos referenciados nos programas (ex: Procel, Conpet, PBE entre outros) contemplados no Plano Nacional de Eficiência Energética;
- consolidar metodologia de avaliação dos resultados das ações de eficiência, para harmonizar procedimentos e permitir que os usuários possam avaliar as soluções contratadas e utilizar o MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (compra e venda de crédito de carbono).

3 de fevereiro de 2011

Sessão climática extra da ONU é marcada para abril na Tailândia

Negociadores climáticos de quase 200 países farão uma sessão extra em Bangcoc, na Tailândia, para tentar desbloquear os trabalhos sobre um pacto sucessor ao Protocolo de Kyoto, visando desacelerar o aquecimento global. A reunião será em abril.

Os negociadores dizem que 2011 provavelmente marcará uma redução no número total de reuniões da ONU sobre o clima, depois de uma série de encontros desde 2007 não ter resultado na assinatura de um tratado.

"A sessão acontecerá em Bangcoc entre 3 e 8 de abril", disse um representante que participou de uma videoconferência nesta semana. O encontro em Bangcoc reunirá negociadores governamentais de alto escalão.

A reunião soma-se à programação já existente, que prevê uma sessão em junho em Bonn, na Alemanha, e conversações anuais entre ministros do Meio Ambiente em Durban, África do Sul, no final de 2011. É provável que seja acrescentada outra sessão entre Bonn e Durban.

No México, em dezembro de 2010, os ministros acordaram passos que incluem um pacto para a criação de um novo fundo para canalizar ajuda a países em desenvolvimento, além da meta de limitar qualquer alta na temperatura para menos de dois graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Os representantes dizem que os encontros de 2011 vão completar os detalhes de muitos desses planos, entre eles cortes nos gases estufa que visam ajudar a evitar mais enchentes, ondas de calor, estiagens e alta nos níveis do mar previstos pelo painel de especialistas climáticos da ONU.

A maior questão não resolvida é encontrar um sucessor do Protocolo de Kyoto, que obriga quase 40 países desenvolvidos a reduzir suas emissões de gases estufa em pelo menos 5,2% abaixo dos níveis de 1990 até 2020, durante o período de 2008 e 2012.

31 de janeiro de 2011

Alterações no Código Florestal podem lançar quase 7 bilhões de ton de carbono.

 Foto: Divulgação
Mudanças deixariam uma área maior que Minas Gerais sem proteção da reserva legal.

O Brasil assumiu ano passado, em Copenhague, o compromisso de cortar aproximadamente 1 bilhão de toneladas de suas emissões de gases no ano de 2020. Entretanto, as modificações no Código Florestal Brasileiro podem comprometer gravemente a meta brasileira de redução de emissões estipulada na Política Nacional de Mudanças Climáticas.

Estudo realizado pelo Observatório do Clima revela que, se aprovadas as alterações no Código Florestal, podem ser lançadas quase 7 bilhões de toneladas de carbono acumuladas em diversos tipos de vegetação nativa, o que representaria 25,5 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa, mais de 13 vezes as emissões do Brasil no ano de 2007.

O substitutivo que trata da isenção de manter e recuperar a reserva legal em pequenas propriedades rurais (até quatro módulos fiscais) e que também se aplica ao equivalente a quatro módulos em grandes e médias propriedades é a medida que tem maior impacto potencial nas emissões de gases do efeito estufa.

A alteração deixaria uma área total de 69,2 milhões hectares sem proteção da reserva legal, área maior que o estado de Minas Gerais. Segundo o levantamento do Observatório do Clima, o estoque potencial estimado de carbono nestas áreas é de 6,8 bilhões de toneladas, correspondendo a um volume de gases do efeito estufa de 25 bilhões de toneladas de CO2eq (gás carbônico equivalente).

Uma segunda modificação importante prevê a redução de 30 metros para 15 metros na área de preservação de matas ciliares em rios com até 5 metros de largura. Esta mudança faria com que os seis biomas brasileiros deixassem de estocar 156 milhões de toneladas de carbono, correspondendo a mais de 570 milhões de toneladas de CO2eq, numa área de 1,8 milhão de hectares, o equivalente a mais de 2 milhões de campos de futebol.


Fonte: IPAM – Adaptado por Painel Florestal


27 de janeiro de 2011

Estudo cobra da ONU plano climático mais abrangente

Os esforços mundiais contra o desmatamento deveriam dar mais ênfase às causas subjacentes do problema, como a demanda por produtos agrícolas e biocombustíveis, em vez de focar quase exclusivamente no uso das árvores para o combate à mudança climática, como faz a ONU, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira.

O relatório da União Internacional das Organizações de Pesquisa Florestal (Iufro, na sigla em inglês) diz que houve um progresso apenas limitado na proteção de florestas nas últimas décadas. Dados da ONU mostram que, no período de 2000-2009, 13 milhões de hectares (tamanho aproximado da Grécia) foram desmatados por ano.

"Nossas conclusões sugerem que ignorar o impacto das florestas sobre setores como agricultura e energia vão condenar quaisquer novos esforços internacionais cuja meta seja conservar as florestas e desacelerar a mudança climática", disse Jeremy Rayner, professor da Universidade de Saskatchewan que presidiu o painel da Iufro.

O desmatamento responde por cerca de 10% de todas as emissões de gases do efeito estufa por atividades humanas. As árvores absorvem carbono ao crescerem, mas liberam gases ao serem queimadas ou apodrecerem.

O estudo da Iufro diz que o maior problema é que o desmatamento, seja na Amazônia ou no Congo, costuma ser causado por pressões econômicas muito distantes. Uma popular marca global de biscoitos, por exemplo, usa óleo de palma oriundo de cultivos de terras desmatadas na Indonésia.

A Iufro cobrou políticas de "complexidade abrangente", como a educação dos consumidores e auxílio a povos indígenas, em vez de usar somente um mecanismo de "tamanho único", como o armazenamento de carbono.

César Araújo / Folhapress
Estudo diz que houve progresso limitado na proteção de florestas; 
quase uma Grécia foi desmatada por ano


O texto cita elogiosamente medidas como as emendas na lei Lacey, nos EUA, que proíbem a importação de madeira extraída irregularmente, e as novas regras brasileiras para a preservação da Amazônia.

O relatório da Iufro será lançado oficialmente nesta semana num evento da ONU que marca o início do Ano Internacional das Florestas.

No ano passado, na conferência global em Cancún (México), quase 200 países decidiram ampliar seus esforços de proteção florestal, por meio da precificação do carbono armazenado em árvores, entre outras medidas.

Os autores do estudo da Iufro disseram que o plano da ONU, conhecido como Redd+, é promissor. "Nossa preocupação é que não seja suficiente", disse à Reuters Benjamin Cashore, da Universidade Yale, um dos autores do trabalho. Ele disse que muitos governos, de forma simplista, confiam demais em mecanismos com os mercados de carbono.